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Publicação semestral da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC)

Vol. 14 nº 2 - Jul. / Dez.  de 2018

DOI: 10.5935/1808-5687.20180014

ARTIGO DE REVISÃO

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Páginas 95 a 105

Schema Mode Inventory (SMI): Revisão de literatura

Schema Mode Inventory (SMI): Review of literature

Autores: Fabíola Rodrigues Matos1; Joaquim Carlos Rossini2; Renata Ferrarez Fernandes Lopes3

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Palavras-Chave: Terapia do esquema; Modos de esquema; Schema mode inventory

Keywords: Schema therapy; Schema modes; Schema mode inventory

Resumo:
O Schema Mode Inventory (SMI) é um instrumento desenvolvido com o intuito de medir os Modos de Esquema mais frequentes que estão presentes na vida de um indivíduo. É um questionário exploratório, utilizado tanto para fins terapêuticos como de pesquisa e pretende obter uma visão geral dos Modos de Esquema que determinado paciente mostra com mais frequência. O objetivo desta pesquisa foi realizar uma revisão de literatura sobre o SMI tendo como enfoque a sua validação e utilização. Através de duas estratégias de busca, sendo a primeira a procura pelo unitermo “Schema Mode Inventory” e a segunda por uma busca manual, foram encontrados 253 trabalhos nas bases de dados (PubMed, PsycInfo, Google Acadêmico), pertencentes aos últimos 11 anos, dos quais 45 se encaixaram aos critérios de inclusão. Destes, 36 se propuseram a utilizar o SMI para avaliar algum tema psicológico e 09 buscaram a sua validação. Dentre os temas psicológicos encontrados, Transtorno de Personalidade se destaca como o mais visado a análise de Modos de Esquema. Por fim, observou-se através da revisão que com o decorrer dos anos, há uma crescente utilização e validação do instrumento em diversos países, ainda não havendo estudos empíricos realizados no Brasil.

Abstract:
Schema Mode Inventory (SMI) is an instrument developed to measure the most frequent Schema Modes that are present in an individual’s life. It is an exploratory questionnaire, used for both therapeutic and research purposes and aims to get an overview of the Schema Modes that a particular patient shows most often. The aim of this research was to carry out a review of the literature on SMI, focusing on validation and use. Through two search strategies, the first is a search for the keyword Schema Mode Inventory and the second is a manual search, we found 253 works in the databases (PubMed, PsycInfo, Google Scholar), belonging to the last 11 years, of which 45 met the inclusion criteria. Of these, 36 proposed to use the SMI to evaluate some psychological theme and 09 sought their validation. Among the psychological themes encountered, Personality Disorder stands out as the most targeted analysis of Schema Modes. Finally, it was observed through the review that with the course of the years, there is a growing use and validation of the instrument in several countries, although no empirical studies have been done in Brazil.

INTRODUÇÃO

A Terapia do Esquema é uma abordagem sistemática que amplia a Terapia Cognitivo-Comportamental clássica ao dar ênfase à investigação das origens infantis dos problemas psicológicos, às técnicas vivenciais, à relação terapeuta-paciente e a modificação de estilos desadaptativos de enfrentamento (Young, Klosko & Weishaar, 2008). Esquema Inicial Desadaptativo (EID), conceito angular da Terapia do Esquema, caracteriza-se por representações estáveis e duradouras que se desenvolvem precocemente perdurando ao longo da vida de uma pessoa e se encontram associadas a diversas psicopatologias. São padrões emocionais e cognitivos desadaptativos que tendem a se repetir em determinadas experiências, modificando processos de funcionamento da personalidade que medeiam a interação do indivíduo com a realidade (Cazassa, 2007; Young et al., 2008).

O surgimento do conceito de Modos de Esquema se instaura com a observação de pacientes com problemas de personalidade mais complexos (Genderen, Rijkeboer & Arntz, 2012). Conforme Young et al. (2008) os Modos de Esquema são caracterizados como operações de esquemas, adaptativos ou desadaptativos, que estão ativos num dado momento, portanto caracterizam um “estado” do indivíduo, em outras palavras, um “estado dissociado”. Assim sendo, são estados nos quais podem estar ativos de forma simultânea diversos Esquemas Iniciais Desadaptativos e estilos de enfrentamento desadaptativos.

De acordo com Genderen et al. (2012), foram identificados 14 Modos de Esquema já investigados (Criança Vulnerável, Criança Zangada, Criança Impulsiva, Criança Indisciplinada, Criança Enfurecida, Criança Feliz, Capitulador Complacente, Protetor Desligado, Protetor Autoaliviador, Autoengrandecedor, Provocativo e Ataque, Pai/Mãe Punitivo, Pai/Mãe Exigente, Adulto Saudável). Eles estão agrupados nas seguintes categorias: Modos Criança, Modos de Enfrentamento Disfuncional, Modos Pais Disfuncionais e Modo Adulto Saudável. Os Modos Criança são inatos, logo todas as crianças podem manifestá-los na infância (Young et al., 2008). Jacob, Genderen e Seebauer (2011) afirmam que os Modos Criança são uma maneira de perceber o mundo e os indivíduos ao redor pela percepção de uma criança. As crianças têm dificuldade em adotar a perspectiva de outras pessoas quando experimentam fortes emoções, assim sendo, um adulto nesse modo tem sentimentos egocêntricos, muito semelhantes aos delas. Os Modos de Enfrentamento Disfuncional correspondem aos estilos de enfrentamento de resignação, evitação e hipercompensação. Em relação à categoria Modos Pais Disfuncionais, o indivíduo torna-se semelhante ao pai ou à mãe internalizados. Por fim, o Modo Adulto Saudável é o modo visado pela terapia, pois nesse modo o indivíduo consegue identificar suas necessidades emocionais não atendidas e busca meios para tentar suprir tais necessidades de forma organizada e racional, sabendo lidar com suas frustrações (Lopes, 2015; Young et al., 2008).

Os trabalhos com os Modos de Esquema mostraram uma diversidade de vantagens consideráveis, principalmente quando utilizados para pacientes mais resistentes ou em situações mais complexas. A facilidade que o paciente tem com a terminologia e o entendimento de como funcionam os modos, colabora para a melhora deste em relação à automonitoração, que é um componente fundamental no processo da Terapia do Esquema. Outra vantagem significativa é a compreensão dos objetivos terapêuticos pelo paciente. Cada paciente possui uma dinâmica de Modos de Esquema específica que precisa ser investigada, validada, trabalhada e psicoeducada, tendo o objetivo de haver uma maior adaptabilidade à vida atual do indivíduo. Assim sendo, cada modo possui peculiaridades que o caracteriza e se manifesta conforme as experiências do indivíduo, bem como o estado em que este se encontra no momento atual (Lopes, 2015; Wainer & Wainer, 2016).

Os Modos de Esquema podem ser identificados por três métodos: 1) Mapeando situações problemáticas que os pacientes experimentam e interpretando o comportamento que estes mostram nessas situações como sendo Modos de Esquema; 2) Utilizando técnicas experienciais, nas quais os pacientes são levados de volta ao passado; 3) Questionário de autorrelato, que é o método mais consistente usado para rastrear modos. Os dois primeiros métodos são utilizados principalmente em sessões de terapia, enquanto o uso de inventários/questionários é adequado para fins de terapia e pesquisa. Pensando na prática, é recomendada uma combinação destes três métodos (Lobbestael, 2012).

No que concerne aos questionários de autorrelato, o Schema Mode Questionnaire (SMQ) (Klokman, Arntz & Sieswerda, 2005) e oYoung-Atkinson Mode Inventory (YAMI) (Young, Atkinson, Engels & Weishaar, 2004) foram os precursores. Porém ambos caíram em desuso visto que não abrangem os Modos de Esquema descobertos mais recentemente (Lobbestael, 2012). Suprindo tal problema, foi desenvolvida a primeira versão do Schema Mode Inventory (SMI) (Young et al., 2007), composta por 270 itens. Posteriormente, Lobbestael,Van Vreeswijk, Spinhoven, Schouten & Arntz (2010) desenvolveram a versão reduzida do SMI (118 itens) visando facilitar a aplicação do instrumento, que era considerada muito demorada. Dessa forma, retiraram itens avaliados como redundantes e adaptaram o questionário, que apresentou boas qualidades psicométricas. Esta é a versão mais atual do instrumento para a avaliação de Modos de Esquema (Lobbestael, 2012).

Assim, no Schema Mode Inventory - versão reduzida cada item representa um Modo de Esquema e o paciente deve responder quanto à frequência que cada afirmativa acontece na vida dele através de uma escala Likert de 1 (Nunca ou quase nunca) a 6 (Sempre). Após respondido, a correção é feita tendo como base a média obtida, assim as pontuações mais altas refletem uma elevada frequência de ativação de cada Modos de Esquema em específico. Como exemplos de itens de cada agrupamento de modos, pode-se citar: “Sinto-me deixado (a) de fora ou excluído (a)” pertencente aos modos criança; “Sou frio (a) e insensível em relação a outras pessoas” modos de estratégia de enfrentamento; “Tenho raiva de mim mesmo (a)” que representa os modos pais disfuncionais; e, por fim, “Sinto que eu sou basicamente uma boa pessoa”, item representativo do Modo Adulto Saudável. O questionário se caracteriza por ser mais exploratório, tanto para fins terapêuticos como de pesquisa, com o intuito de obter uma visão geral dos modos que aparecem com maior frequência (Lobbestael, 2012).

Visto isso, estudos de revisão da literatura são importantes para reconhecer os avanços e limites na produção de uma temática específica, objetivando a ampliação da área de conhecimento (Peixoto, 2007). Assim, o objetivo central desta revisão é apresentar uma síntese e avaliação das publicações que validaram ou utilizaram o SMI entre 2006 a 2017, abrangendo tanto a versão reduzida quanto a longa, uma vez que não há nenhum estudo realizado desta maneira até o presente momento. Além disso, busca-se verificar quais temas psicológicos aparecem com maior frequência em se tratando da aplicação do instrumento e se há algum estudo no Brasil que envolva o uso do instrumento.


MÉTODO

Buscando atingir o objetivo central da pesquisa, nesta revisão foram realizadas duas estratégias de busca. Na primeira, foram coletadas todas as pesquisas do período de 2006 a 2017 que apresentaram o unitermo “Schema Mode Inventory” em seu título ou como palavra-chave. Os seguintes bancos de dados foram avaliados: PubMed NCBI (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed), Google Acadêmico (http://scholar.google.com.br/), American Psychological Association (APA) (http://www.apa.org/pubs/databases/psycinfo/). Assim, foram realizadas listas de referências de forma a analisar os trabalhos completos mais minuciosamente.

A segunda estratégia de busca consistiu em realizar uma pesquisa bibliográfica manual daquelas referências que não puderam ser acessadas em plataformas online, ou seja, buscou-se em bibliotecas físicas as referências citadas nas bases de dados, mas que não possuíam acesso. Nessa etapa também se realizou a busca manual de cada dissertação e tese encontrada anteriormente, principalmente nos sites institucionais onde estas poderiam estar depositadas. Tudo isso colaborou para aumentar a sensibilidade de busca.

Por fim, os critérios de inclusão para a pesquisa foram: publicações na língua inglesa ou portuguesa, nacionais e internacionais, realizadas no período de 2006 a dezembro/2017, que utilizem o SMI para validação ou para aferir modos presentes em algum quadro psicopatológico ou tema psicológico.Os critérios de exclusão abrangeram estudos que apenas citaram o SMI como um dos instrumentos da Terapia do Esquema e não o utilizaram.


RESULTADOS

Observa-se abaixo na Figura 1 o fluxograma com o resultado da seleção dos trabalhos. Para essa revisão obteve-se um total de 45 estudos, sendo 37 artigos, 04 dissertações de mestrado, 02 teses de doutorado, 01 capítulo de livro e 01 apresentação realizada em congresso. Assim sendo, 36 pesquisas se propuseram a utilizar o SMI para avaliar algum tema ou quadro psicopatológico e 09 buscaram a validação do mesmo.


Figura 1. Fases da revisão de literatura



Publicações que validaram o SMI

Em uma análise descritiva dos resultados da pesquisa, no que concerne aos trabalhos que validaram o SMI, observou-se que, com relação ao ano de publicação houve uma concentração no ano de 2012 e 2016, sendo 02 em cada ano e em 2009, 2010, 2013, 2014 e 2015 apareceu somente 01 estudo. Nos demais anos, não foi encontrado nenhum trabalho. Amaioria das publicações de validação do SMI ocorreu por meio de artigos (77,78%), sendo que capítulo de livro e dissertação de mestrado mantiveram o mesmo percentual cada um (11,11%).

Observa-se na Tabela 1 a relação de todos os estudos encontrados envolvendo a validação do instrumento supracitado.



Publicações que utilizaram o SMI como meio de avaliação de Modos de Esquema

Os estudos que utilizaram o SMI como forma de avaliar algum tema ou quadro psicopatológico apresentaram uma grande concentração de publicações no ano de 2016. A menor concentração se encontra nos anos de 2008 e 2010, com 01 publicação em cada. Assim, durante o decorrer dos anos houve um aumento do uso do SMI.

A maioria das publicações encontradas nessa categoria de avaliação de modos são artigos (83,34%). As dissertações de mestrado apareceram em 8,34% das publicações e as teses de doutorado em 5,55%. O tipo de veículo de publicação que apresentou menor porcentagem foi de apresentação em congresso, com 2,77%.

A Figura 2 foi elaborada com base nos temas psicológicos os quais o SMI foi utilizado para avaliar Modos de Esquemas em diversos contextos. Foram levantados os principais temas apresentados nas publicações e a frequência que estes aparecem nos estudos encontrados.


Figura 2. Principais temas abordados no uso do Schema Mode Inventory



Transtorno de Personalidade foi o tema mais frequente (24 estudos) na utilização do SMI como forma de avaliar Modos de Esquemas. Os temas que apareceram com menor frequência foram desregulação emocional, abuso sexual e autoagressão, em apenas 01 pesquisa cada.

Observa-se abaixo na Tabela 2 os principais dados dos estudos que utilizaram o instrumento.




DISCUSSÃO

Os Modos de Esquema tem ganhado espaço na Terapia do Esquema e se mostram como uma opção adequada de auxiliar no entendimento comportamental e emocional de pacientes caracterológicos, colaborando na melhoria destes e na psicoterapia em geral (Cazassa & Oliveira, 2008; Young et al., 2008). Atualmente 14 Modos de Esquema foram estudados e avaliados em termos de suas qualidades psicométricas. Em algumas pesquisas é comum aparecerem outros modos que ainda estão em fase experimental, sendo baseados apenas em experiências clínicas (Lobbestael, 2012).

Sabe-se que cada paciente possui uma dinâmica característica de Modos de Esquema que deve ser investigada e psicoeducada, sendo o Modo Adulto Saudável o principal modo visado, visto que é o modo no qual o indivíduo age e pensa de forma adaptativa. Busca-se ensinar ao paciente a sempre fortalecer este modo, de forma que aprenda a moderar, lidar, cuidar ou neutralizar modos disfuncionais A identificação dos principais modos em cada caso é, então, de extrema importância, visto que colabora para psicoeducar o paciente no enfrentamento das armadilhas geradas por eles (Wainer & Wainer, 2016). Assim, para analisá-los, além das observações realizadas nas sessões de terapia, usa-se questionário de autorrelato, que é um método consistente para rastrear Modos de Esquema (Lobbestael, 2012).

Tendo em vista que o uso de questionário de autorrelato é uma ferramenta de auxílio para sessões terapêuticas e também para a pesquisa, através da revisão de literatura tornou-se possível sugerir que o SMI se mostra um instrumento atual, visto que tem sido pesquisado em diversos contextos e não há novas versões de instrumentos similares até o momento. Nas pesquisas encontradas, percebe-se um crescimento gradual em relação à validação ou avaliação de temas/transtornos psicológicos, demonstrando seu uso e sua abrangência para identificação de Modos de Esquema.

No que concerne ao instrumento e sua estrutura, observou-se com o auxílio deste trabalho que alguns países já realizaram a validação em seu território, havendo então o SMI na língua holandesa, portuguesa (Portugal), alemã, urdu, grega, dinamarquesa e a italiana (em andamento). É notável também adaptações do SMI para adolescentes e versões modificadas conforme os Modos de Esquema que se objetiva avaliar.

A maior parte das pesquisas encontradas diz respeito à utilização do instrumento para avaliação de Modos de Esquema presentes em uma determinada população. Observou-se então que há um foco maior nos estudos que relacionam Modos de Esquema com Transtornos de Personalidade. O que justifica tal prevalência do tema nos estudos encontrados é o fato de que os modos são considerados como uma boa alternativa proposta pela Terapia do Esquema para o tratamento de Transtornos de Personalidade (Bernstein, Arntz, & De Vos, 2007). Ainda em relação a essa temática, há um foco específico na literatura para a relação dos Modos de Esquema com os Transtornos de Personalidade Borderline e Antissocial (Pereira, 2009). Vários autores (Arntz, 2012; Lobbestael, Van Vreeswijk, & Arntz, 2008; Pereira, 2009) realizaram pesquisas associando outros transtornos (personalidade dependente e antissocial, por exemplo) aos Modos de Esquema, considerando-se então a presença de certo padrão na relação de determinados Modos de Esquema com Transtornos de Personalidade específicos. Tais fatores também indicam um crescimento dos estudos na área supracitada.

Os estudos que relacionam a associação entre Modos de Esquema e transtornos alimentares também se destacaram, assim como pesquisas envolvendo diversos transtornos psiquiátricos (estudos que abrangem transtornos variados que não se encaixaram em outra categoria nesta pesquisa, como transtorno de uso de substâncias e esquizofrenia), autoagressão, abuso sexual e desregulação emocional. Em todos os casos, a busca pelos modos prevalentes na vida dos indivíduos funcionou como auxílio para compreensão dos comportamentos que estes emitiam. Assim, observou-se que a maior parte dos estudos envolveu comparação entre amostras avaliando os modos presentes.

O SMI possui vantagens que vão desde a sua aplicabilidade até o fato de ser o instrumento mais atual para avaliação na área. A sua versão reduzida pode ser aplicada em menor tempo, abrangendo todos os modos de forma satisfatória, facilitando o acompanhamento do pesquisador ou do clínico. Assim, a revisão de literatura sobre o Schema Mode Inventory colaborou para a verificação da repercussão internacional do questionário e do entendimento de como este é utilizado e validado. Porém deve-se mencionar que esta revisão foi realizada com enfoque em pesquisas publicadas no idioma inglês ou português, que estavam indexadas em apenas três bases de dados diferentes, o que pode acarretar na não abrangência de estudos da área, além da impossibilidade de acesso a todos os trabalhos. Percebe-se que ainda não há estudos no Brasil referentes à validação e consequente utilização, há apenas pesquisas que o citam como instrumento para medição de Modos de Esquema. Tal fato colabora como argumento para futuras pesquisas relacionadas ao tema.


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1. Mestrado em Processos Cognitivos pela Universidade Federal de Uberlândia - (Doutoranda em Processos Psicossociais pela Universidade Federal do Espírito Santo) - Montes Claros - MG - Brasil
2. Pós-doutorado (CAPES) pela Concordia University, Montreal, Canadá. - (Professor Associado III da Universidade Federal de Uberlândia.)
3. Pós-doutorado pela Universidade de São Paulo. - (Professora associada do Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia.)

Correspondência:
Fabíola Rodrigues Matos
Instituição: Universidade Federal de Uberlândia
Av. Maranhão, s/nº, Bloco 2C, Sala 2C54 - Campus Umuarama - Bairro: Jardim Umuarama. Caixa Postal: 593
Uberlândia, MG - Brazil. CEP: 38.405-318
E-mail: fabiolarmatos@yahoo.com.br

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBTC em 25 de maio de 2018. cod. 656
Artigo aceito em 16 de agosto de 2018
 
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